Vivemos tempos difíceis e confusos em inúmeros segmentos da sociedade ocidental. Um destes segmentos com certa dificuldade para entrar nos trilhos é a Saúde Pública.

Quando se fala em Saúde Pública devemos frisar a saúde pública preventiva, pois é esta que vai fazer com que a população obtenha qualidade de vida, demandando menor quantidade de seus rendimentos para tratamentos médicos, medicamentos, etc. Vale lembrar ainda que o gasto com Saúde Pública dos governos cairia em escalas logarítmicas, o que deixaria seus contribuintes muito mais felizes: imagina ser saudável e com mais rendimentos ao final do mês? O resultado disto é felicidade.

Mas este caso é o ideal e não o real. Nos últimos anos, as pesquisas a respeito da alimentação saudável, da atividade física e dos seus benefícios só aumentaram; em contrapartida, tudo o que aconteceu em função do sedentarismo e da obesidade também só aumentou. Pandemias andaram a passos largos: hipertensão arterial, câncer de diversos tipos, diabetes, doenças cardiovasculares, problemas renais e ortopédicos. O mais interessante é que estes dados negativos são de países ocidentais, que possuem renda entre média à alta. A armadilha é a comida farta, bem como ganhar a vida sentado.

O que explica o aumento do sedentarismo e da obesidade na população?

Com o passar do tempo passamos por três revoluções: a agrícola, a industrial e a cognitiva. Tais revoluções nos fizeram evoluir como sociedade organizada. No entanto, nossa fisiologia de reserva de energia continuou a mesma, ou seja, se temos excessos, reservamos, se temos falta, poupamos para reservar. Mas, não somos mais nômades, de modo que o nosso corpo sempre obterá suas reservas na forma de gordura, quando estas forem excessivas.

Por exemplo, nosso corpo não sabe que um pacote de bolachinha recheada,  que está em nossa mesa do escritório e que não nos exige esforço algum para obtê-la (simplesmente esticamos o braço e em 10 min consumimos o equivalente a 2000 kcal , sendo que o consumo diário de kcal deveria ser entre 2000 e 2.500). Contudo, naquele momento precisávamos somente de 300 calorias. É, passar o dia sentado, comendo tudo o que nos oferecem, tem um preço, e ele é bastante caro.

No Brasil, 19% dos adultos estão obesos e outros 35% possuem sobrepeso (Vigetel, 2017), isto é, menos da metade está na faixa do peso saudável. Se continuarmos assim, logo estaremos como os EUA, com 40% de adultos obesos, sem contar a porcentagem daquelas pessoas que estão com sobrepeso (CDC 2018).

A importância da prevenção

A demanda de atendimento médico por uma população que envelhece mal e adoece muito é insustentável para a Saúde Pública e também para os planos de saúde.  Esperar pessoas adoecerem para tratar é uma política suicida. A única solução é investir em prevenção. Entretanto, cada dia que passa somente privilegiados têm acesso à medicina moderna.

Governos, imprensa, escolas, associações, empresas, a sociedade de maneira geral têm o dever de convencer as pessoas que comer menos e praticar de 4 a 6 vezes por semana qualquer atividade física (no mínimo  30 min), será um ganho para todos.

Hábitos saudáveis vêm de casa, mas as escolas também possuem a função de manter e aprimorar tais hábitos, ajudando na formação social dos nossos jovens.

Por isso, busque hábitos saudáveis você também, alimente-se bem, pratique atividade física, seja feliz com saúde.

E, não esqueça: sempre procure um profissional capacitado, para orientá-lo.