Muitas pessoas sofrem por esta condição mental por sua complexidade, mas muitas vezes são diagnosticadas erroneamente e, assim, submetidos a tratamentos equivocados.

Vamos conversar um pouco sobre esse tema e ajudar a desmistificá-lo, pois apesar de não haver cura, ela pode ser controlada.

O que é Transtorno Bipolar?

O Transtorno Bipolar, também conhecido como doença maníaco-depressiva, é uma condição mental no qual a pessoa apresenta períodos de alternância de humor, que podem durar dias, meses ou anos. Essas oscilações vão da depressão, em que há profunda tristeza, a mania, em que há extrema euforia, ou a hipomania, que é uma versão mais suave da mania.

Lembre-se que nem toda variação de humor significará Transtorno Bipolar. Para que a doença seja identificada, primeiro a pessoa deve ser diagnosticada por um especialista.

Sintomas que podem ajudar a identificar uma pessoa bipolar:

  1. Mudanças de humor
  2. Dificuldade de concentração
  3. Alterações no nível de energia
  4. Perda ou aumento de apetite
  5. Redução ou excesso de sono
  6. Alterações na libido

Tratamento do Transtorno Bipolar

Ainda não há uma cura definitiva para a bipolaridade, mas alguns tratamentos podem auxiliar a estabilizar a condição bipolar, ajudando a ter uma melhor qualidade de vida.

O principal tratamento consiste na combinação entre psicoterapia (psicólogo clínico) e a utilização de medicamentos (prescrita por um psiquiatra).

Outra recomendação é ter mudanças no estilo de vida, tais como o fim do consumo de substâncias psicoativas (cafeína, álcool e afins) e a realização de uma alimentação saudável.

Recomendações para os familiares

Por fim, deixo aqui algumas recomendações aos familiares, que considero importantes:

  • Seguir o tratamento é a melhor forma de prevenir a instabilidade emocional da pessoa que sofre de bipolaridade.
  • Os remédios podem não fazer o efeito desejado nas primeiras doses, e por isso precisam ser ajustadas ao longo do tratamento.
  • Crises depressivas prolongadas sem tratamento adequado podem aumentar em 15% o risco de suicídio nos pacientes bipolares.
  • Alternar a fase de depressão com a de mania pode dar a falsa sensação de que a pessoa está curada e não precisa mais de tratamento.
  • A família pode precisar também de acompanhamento psicoterápico, por duas diferentes razões: primeira, porque o distúrbio pode afetar todos que convivem diretamente com o paciente; segunda, porque a famlília precisa ser orientada sobre como lidar no dia a dia com os portadores do transtorno.

Fontes:

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-bipolar-2/

https://www.tuasaude.com/transtorno-bipolar/